quarta-feira, 21 de outubro de 2015

                     O dia glorioso!




O dia glorioso!


Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito… —Mateus 28:6
Foi no dia seguinte. Meu time favorito tinha acabado de perder seu último jogo e o sonho de um campeonato tinha sido frustrado. O tempo estava frio e um pouco feio quando entrei no carro para ir ao trabalho. Nada disso deveria ter tanta importância, mas estava transformando aquela segunda-feira em um dia triste.
Mas então tocou uma música no rádio que transformou a minha perspectiva. Era a banda Casting Crowns cantando “Glorioso dia”. “Um dia o levaram ao Calvário, e o pregaram para morrer em um madeiro. Sofrimento, angústia, desprezo e rejeição”. Até esse momento, nada de encorajamento — mais notícias ruins. Mas logo depois, a canção descreve a boa notícia da ressurreição de Cristo e Sua vitória sobre a morte.
Do pior dos dias — e da escuridão do meio-dia naquele monte em Jerusalém — surgiu a única verdadeira esperança para a humanidade. Porque Jesus “suportou os pregos por mim, levou os meus pecados, e vai voltar”, como diz a canção, “Ó, dia glorioso!”
Talvez o dia de hoje não tenha começado bem e você esteja enfrentando uma série de problemas, que ameaçam trazer desespero. Volte sua atenção para Jesus. Relembre o que Ele fez por você no Calvário e como Ele venceu a morte por Sua ressurreição: “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito…” (Mateus 28:6). Isso pode tornar qualquer dia num dia glorioso!
O túmulo vazio de Cristo nos enche de esperança.

                Amor sem barreiras


Amor sem barreiras
Leitura: Mateus 23:37-39 | 



...Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! —Mateus 23:37
Não muito tempo atrás, vi a aflição de um pássaro que vinha da casa do meu vizinho. Descobri que seu ninho de filhotes estava dentro de uma abertura coberta por uma tela. Isso fazia uma barreira para a mãe pássaro, que tentava alimentar os seus filhotes famintos. Depois que eu informei aos vizinhos, eles removeram a tela e levaram o ninho e os filhotes para um lugar seguro onde pudessem ser cuidados.
Poucas coisas são tão dolorosas como uma barreira para o amor. Cristo, o tão esperado Messias de Israel, experimentou uma barreira ao Seu amor quando Seus escolhidos o rejeitaram. Ele usou a figura de linguagem de uma galinha e pintinhos para descrever a sua falta de vontade de recebê-lo: “Jerusalém, Jerusalém… Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vós não o quisestes!” (Mateus 23:37).
Nosso pecado é uma barreira que nos separa de Deus (Isaías 59:2). Mas “…Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Jesus retirou a barreira que nos separava do amor de Deus por meio de Sua morte sacrificial na cruz e Sua ressurreição (Romanos 5:8-17; 8:11). Agora Ele deseja que experimentemos o Seu amor e aceitemos este presente.
fonte: Pão diário

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Como meditar - Richard Baxter

Tendo lhe falado sobre as coisas que deveriam ser o assunto da sua meditação, eu lhe falarei a seguir, brevemente, de que maneira você deve fazer isso. Eu não me demorarei em prescrever-lhe nenhum longo ou exato método de meditação, tanto porque isto não estaria de acordo com a minha intenção de brevidade, como porque as pessoas com as quais eu agora estou tratando não seriam capazes de observar tais regras. Se alguém desejar este tipo de ajuda pode transferir os conselhos que são oferecidos sobre outro assunto no meu livro sobre o Descanso, para o assunto que trataremos agora.
1. Não espere que tais pensamentos venham por si mesmos à sua mente, mas disponha-se propositadamente a considerar estes assuntos. Tome algum tempo para chamar sua alma para considerar o seu presente estado e sua preparação para a eternidade.
Se um ímpio, Sêneca, podia obrigar-se cada noite a prestar contas a si mesmo pelo mal cometido, e pelo bem a que se omitiu no dia findo, como ele declara que fazia cotidianamente, por que, mesmo um homem não convertido, que dispõe dos incentivos que agora encontra em nosso meio, não pode meditar sobre o estado da sua alma? Mas eu sei que um coração carnal é excessivamente avesso a considerações sérias, e detesta ser incomodado com tais pensamentos. Além disso, o diabo fará o que puder para impedi-lo, pessoalmente ou por intermédio de outros. Mas, se pelo menos os homens fizessem o que está ao seu alcance, a situação poderia ser bem melhor do que é. Está você disposto a, pelo menos aqui e ali, se retirar deliberadamente das demais companhias para um lugar isolado, e ali colocar o Senhor diante dos seus olhos, e convocar a sua própria alma a uma estrita prestação de contas sobre os assuntos que eu acabo de mencionar, e dedicar-se a exercitar a sua razão sobre estes assuntos? Está você disposto, quando for à igreja para ouvir, a obrigar-se propositadamente a este dever de meditação como algo realmente necessário?
2. Ao meditar sobre estas coisas, esforce-se para despertar sua alma, e para ser muito sério em todos os seus pensamentos.
Não medite sobre estes assuntos da salvação do mesmo modo que o faria ao meditar sobre um assunto ordinariamente trivial, o qual você não considera ou dá importância; mas lembre-se de que a sua vida depende disso, e até mesmo a sua vida eterna. Assim, evoque os seus mais sinceros pensamentos, e desperte todos os poderes da sua alma, e não permita que eles fujam, mas ordene-os à ação; então, coloque os diversos pontos que eu mencionei diante de você, e, quando pensar sobre eles, esforce-se para ser afetado por eles em algum grau, conforme sua suma importância. Assim como Moisés disse a Israel ‘Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem em cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não é para vós outros cousa vã, antes é a vossa vida' (Dt 32:46,47). E assim como Cristo disse, ‘Fixai nos vossos ouvidos as seguintes palavras... ' (Lc. 9:44), assim eu lhe digo: deixe que estes assuntos sobre os quais você pensar penetrem no seu coração e sejam profundamente enraizados, a fim de que vivifiquem os seus sentimentos.
E se o seu coração escapulir desta obra, e outros pensamentos rastejarem para dentro da sua mente, e você se enfastiar dessas considerações antes que elas realizem sua obra em você, atente para que não se entregue à preguiça ou má vontade, mas lembre-se que esta é uma obra que precisa ser realizada, e assim mantenha seus pensamentos nestas coisas até que o seu coração seja comovido e aquecido dentro de você.
E, se apesar de tudo, você não conseguir despertar seus pensamentos à seriedade e sensibilidade, coloque para si mesmo duas ou três destas despertadoras questões:
(1) O que aconteceria com o meu corpo, meu estado, ou nome, se eu não os considerasse diligentemente? Se alguém apenas me prejudicar, quão facilmente posso meditar nisso, e quão prontamente eu o sinto; e quão dificilmente eu esqueço! Se o meu bom nome for desonrado, e eu for desgraçado, eu posso pensar nisso noite e dia. Se eu perder uma propriedade, ou tiver algum sofrimento no mundo e vier a experimentar a decadência, eu posso pensar a respeito com grande sensibilidade. Se eu perder um filho ou um amigo, eu poderei tanto sentir como pensar sobre isso. Se a minha saúde declinar, e a minha vida estiver em perigo, eu estarei bem disposto a pensar seriamente. Não deveria eu pensar com igual seriedade sobre os assuntos concernentes à vida eterna? Não deveria pensar eu sóbria e diligentemente nestas coisas, quando o corpo e a alma estão em jogo, e quando o assunto diz respeito ao meu gozo ou tormento eterno?
(2) O que aconteceria se eu apenas ouvisse o próprio Filho de Deus me convocando a arrepender-me e a ser convertido , concluindo a Sua exortação com a séria expressão, ‘ Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça' ? Isto não me levaria a sérias considerações sobre o meu estado? Por que, então, que isto que Ele fez quando estava no mundo, e que continua a ser feito pelos seus embaixadores, não deveria levar-me à séria consideração?
(3) O que aconteceria se eu soubesse que a morte está às minhas costas e pronta para me arrastar , e que eu estaria no outro mundo daqui a menos de uma semana? Eu certamente começaria a considerar estas coisas com empenho. Por que, então, eu não faço isto agora, quando sei que não posso controlar uma hora sequer do curso da minha vida, e que é certo que dentro de pouco tempo esta hora virá?
(4) O que aconteceria se os meus olhos apenas fossem abertos para ver aquilo que eu digo crer, e que é certamente verdadeiro? Sim, se me fosse dado um vislumbre da majestade do Senhor, e eu pudesse ver os santos em alegria e glória, e ver as almas perdidas em miséria, e se ouvisse suas lamentações, não induziria isto o meu coração à meditação? Oh, com que diligência eu não pensaria então nestas coisas! Por que então eu não faço isto agora, visto que estas coisas são tão certas como se eu as estivesse vendo, e visto que muito em breve as verei?
Muitas outras questões despertadoras como estas estão à disposição, mas eu apenas toquei brevemente nestas coisas que são as mais comuns e óbvias, e que mesmo os mais ignorantes destas realidades estarão habilitados a delas fazer uso. Com tais pensamentos você pode dar partida ao seu coração negligente, sacudi-lo da sua insensibilidade, e despertar seus pensamentos à ação.



Fonte: Extraído de Medita Estas Coisas . Editora Clássicos Evangélicos, Ananindeua-PA:1990. Traduzido por Paulo Anglada do Original inglês Directions and Persuasions to a Sound Conversion (Directions One to three) Extraído de Monergismo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

 A Centralidade da Palavra

A Bíblia ocupa o centro do culto, pois é através dela que Deus nos fala. Calvino afirmou: "... a função peculiar do Espírito Santo consiste em gravar a Lei de Deus em nossos corações”.
[1]. A Igreja é a "escola de Deus"
[2]. O Espírito é o "Mestre"
[3] (o “Mestre interior”)
[4]. Para progredir nessa escola, “... devemos antes renunciar nosso próprio
entendimento e nossa própria vontade”.
[5]. A pregação não deve ser rejeitada (lTs 5:19-21); deve ser entendida como a Palavra de Deus para nós; recusá-la é o mesmo que rejeitar o Espírito (cf. lTs 4:8). Como há falsos pregadores e falsos mestres, é necessário "provar" o que está sendo proclamado para verse o seu conteúdo se coaduna com a Palavra de Deus (At 17: 11-12/ I Jo. 4: 1-6). No entanto, os homens querem ouvir mais o reflexo de seus desejos e pensamentos, a homologação de suas práticas. Assim, a palavra, que deveria ser profética, tende com frequência a se tornar apenas apetecível ao "público-alvo", aos seus valores e devaneios, ou, então, nós, pregadores, somos tentados a usar a "eloquência" para compartilhar
generalidades da semana, sempre, é claro, com uma alusão bíblica aqui ou ali, para justificar a "pregação”.
[6]. O fato é que uma geração incrédula é sempre crítica para com a palavra profética. Marvin Vincent estava certo ao declarar: "A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam seus pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro para adorar, o ministro que fabrica bezerros logo é encontrado"
[7]. É preciso atenção redobrada para não cair nessa armadilha, uma vez que não é difícil confundir os efeitos de uma mensagem com o conteúdo do que anunciamos: a pregação deve ser avaliada pelo seu conteúdo, não pelos resultados. Esse assunto está ligado à vertente relacionada ao crescimento de Igreja. Iain Murray está correto ao afirmar: o crescimento espiritual na graça de Cristo vem em primeiro lugar. Onde esse crescimento é menosprezado em troca da busca de resultados, pode haver sucesso, mas será de pouca duração e, no final, diminuirá a eficácia genuína da Igreja. A dependência de número de membros ou a preocupação com números frequentemente tem se confirmado como uma armadilha para a Igreja.
[8] A confusão entre conteúdo e resultado é fácil de ser feita porque, como acentua John MacArthur Jr.: "O pregador que traz a mensagem que mais necessitam ouvir é aquele que eles menos gostam de ouvir".
[9] Portanto, a popularidade pode, em muitos casos, ser um atestado da infidelidade do pregador na transmissão da voz profética. Lembremo-nos: "Toda a tarefa do ministro fiel gira em torno da Palavra de Deus - guardá-la, estudá-la e proclamá-la".
[10] E: "Ninguém pode pregar com poder sobrenatural, se não pregar a Palavra de Deus".
[11] Quanto mais confiarmos no poder de Deus operante através da Palavra, menos estaremos dispostos a confiar em nossa suposta capacidade. A Palavra que pregamos jamais será ineficaz no seu propósito.
[12] O pregador não "compartilha" opiniões nem dá "opiniões" sobre o texto bíblico, nem faz paráfrase irreverente do texto. O objetivo é expressar o que Deus disse sob a iluminação do Espírito. Pregar é explicar e aplicar a Palavra aos ouvintes. O aval de Deus não é sobre nossas teorias e escolhas, nem sobre a "graça" de piadas, mas sobre sua Palavra. Portanto, o pregador prega o texto, de onde provém a verdade de Deus para o seu povo. "Quando nos propomos a expor um texto, precisamos declarar exatamente o que o texto afirma".
[13] Quando Cristo retomar, certamente ele não se interessará por nossa escola homilética ou se fomos "progressistas" ou "conservadores", mas sim se fomos fiéis à Palavra em nossa vida e pregação. Devemos estar sinceramente atentos ao que o Espírito diz à Igreja através da Palavra. Isto é válido para quem ouve e para quem prega. Outra verdade que precisa ser ressaltada é que apesar de muitos de nós não sermos "grandes" pregadores ou existirem pregadores infiéis, Deus fala. Por isso, há a responsabilidade de ambos os lados: quem prega, pregue a Palavra; quem ouve, ouça com discernimento a Palavra do Espírito de Deus. A pregação foi o meio deliberadamente escolhido por Deus para transformar pessoas e edificar seu povo, preservando a sã doutrina através da Igreja, que é o baluarte da verdade.

Autor. Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa.

Fonte: Fundamentos da teologia reformada, pg. 139-142, Editora Mundo Cristão. Compre este maravilhoso livro em www.mundocristao.com. br



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Valor de Aprender História

John Piper

John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.
 
Uma Lição a partir de Judas

A pequena carta de Judas nos ensina algo sobre o valor de aprender história. Este não é o ponto principal da carta, mas é um fato impressionante.
Neste penúltimo livro da Bíblia, Judas escreve para encorajar os santos a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (versículo 3). A carta é um chamado à vigilância em vista de "certos indivíduos [que] se introduziram com dissimulação... homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (versículo 4). Judas descreve essas pessoas em termos vívidos. Eles "dizem mal do que não sabem" (versículo 10); são "murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros" (versículo 16). Eles "promovem divisões, [e são] sensuais, que não têm o Espírito" (versículo 19).Esta é uma avaliação devastadora de pessoas que não estão fora da igreja, mas que "se introduziram com dissimulação." Judas quer que eles sejam reconhecidos pelo que são, de forma que a igreja não seja enganada e arruinada pelos seus falsos ensinos e comportamentos imorais. Uma de suas estratégias é compará-los a outras pessoas e eventos na história. Por exemplo, ele diz que "Sodoma e Gomorra... havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição" (versículo 7). Assim, Judas compara aquelas pessoas com Sodoma e Gomorra. Seu ponto ao fazer isto é dizer que Sodoma e Gomorra são postas como "um exemplo" do que acontece quando as pessoas vivem como estes intrusos estavam vivendo. Assim, na mente de Judas, conhecer a história de Sodoma e Gomorra é muito útil para ajudar a detectar tal erro e desviá-lo dos santos.
Similarmente, no versículo 11, Judas acumula três outras referências a eventos históricos, como comparações com o que está acontecendo em seus dias entre os cristãos. Ele diz: "Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá". Isso é impressionante! Por que se referir a três incidentes históricos diferentes como estes, que aconteceram milhares de anos atrás - Gênesis 19 (Sodoma), Gênesis 3 (Caim), Números 22-24 (Balaão), Números 16 (Corá)? Qual é o ponto?

Aqui estão três pontos:
1) Judas assume que os leitores conhecem estas histórias! Isto não é incrível? Era o século primeiro depois de Cristo! Não havia nenhum livro nas casas das pessoas! Nenhuma Bíblia disponível! Nenhuma história em CD! &Apenas instrução oral! E ele assume que eles conheceriam tais histórias: Qual é "o caminho de Caim," "o erro de Balaão" e "a rebelião de Corá?" Você sabe? Isto não é surpreendente? Ele espera que eles conheçam! Isso me faz pensar que os nossos padrões de conhecimento da Bíblia na igreja de hoje são muito baixos.
2) Judas assume que conhecer a história iluminará a situação presente. Os cristãos tratarão com o erro mais eficazmente hoje se eles conhecerem situações similares de antigamente. Em outras palavras, a história é valiosa para o viver cristão. Saber que Caim era invejoso e que além de odiar seu irmão, também se ofendeu com sua comunhão verdadeira com Deus, te alertará para vigiar contra tais coisas mesmo entre irmãos. Saber que Balaão caiu e fez da Palavra de Deus um meio de ganho mundano, te tornará mais capaz de identificar este tipo de coisa. Saber que Corá desprezou a autoridade legítima e ressentiu-se com a liderança de Moisés, te protegerá de gente facciosa que não gosta de ninguém sendo visto como seu líder.
3) Não é claro, então, que Deus ordenou que estes eventos acontecessem e que fossem registrados como história, para que aprendêssemos a partir deles e nos tornássemos mais sábios e perspicazes sobre o presente, por causa de Cristo e de sua igreja? Nunca pare de aprender a partir da história! Adquira algum conhecimento todo dia. Demos aos nossos filhos uma das melhores proteções contra a tolice do futuro, a saber, um conhecimento do passado.
Aprendendo com você, por Cristo e o seu reino,
Pastor John

Fonte: Desiring God
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012



A VITÓRIA SOBRE O MUNDO 1 Jo. 5.4
Introdução;
*_Temos visto que satanás, nosso inimigo, já foi derrotado. (Cl.2.14,15)
*_Temos aprendido sobre as armaduras que o Senhor nos providenciou e a maneira como devemos usá-las (Ef. 6. 10-20).
*_temos tratado do entendimento básico, mental, físico e espiritual, que necessitamos antes de ir a uma guerra.
Como crentes em Cristo, estamos em guerra constante e como qualquer, esta tem os seus momentos tenebrosos, tempos em que nos sentimos completamente rodeados pelo mal, separados de nossa base de operação.
É uma guerra prolongada, uma guerra no qual passamos toda uma vida lutando dentro do território do inimigo. Necessitamos saber que, mesmo que as noites sejam escuras e as provas difíceis, ainda sim podemos viver vitoriosos sobre o mundo. Resgatando vidas do inferno pelo poder do sangue de Jesus Cristo.
Todavia para que a vitória permaneça em nossas mãos, é preciso iniciar essa grande batalha (no campo de concentração do inimigo) Compromissados com Deus e a igreja. A vitória é certa, quando os soldados estão debaixo da cobertura do seu GENERAL que é CRISTO JESUS. E nesta batalha precisamos entender três coisas

1° A MISSÃO DOS CRENTES. Mc 16.15
Em Jo. 17. Um pouco antes de Jesus ir ao jardim, onde havia de ser traído e preso. Ele orou por seus discípulos. Esta oração é conhecida como a intercessão de Jesus. Nesta ocasião ele entregou os seus discípulos nas mãos de Deus, em certo sentido, esse foi o momento que Jesus passou a toalha para que continuássemos a obra do ministerial que ele havia começado v,18. O Senhor os enviou ao mundo com um propósito de que pregassem a Palavra de Deus. A missão de todas as pessoas que tem Cristo (sem Exceção), como seu Senhor e Salvador da vida. É ser uma tocha viva para alumiar as vidas que vivem nas trevas. 1° segredo para o crente vencer o mundo.

2° A VITÓRIA ATRAVÉS DA FÉ 1 Jo. 5.4,5
OBEDECEMOS A Deus por que o amamos. E como ele nos ama, nossa obediência nos leva a que é bom para nós. O amor de Deus nos permite participar da vitória de Cristo sobre o mundo. João responde nos termos mais claros possíveis: “Quem é que vence o mundo senão aquele que crê que Jesus Cristo é o filho de Deus? se nós cremos que através de Jesus vencemos o mundo. Então já somos mais que vencedores. A vitória na guerra espiritual é nossa através da fé em Cristo Jesus. assim como Deus nos ama, ele quer que amemos os perdidos, e não só amemos, mas, lutemos contra satanás para resgatarmos os perdidos de suas garras. E assim ampliaremos o reino de Deus. Basta a igreja do Senhor assumir o compromisso a missão que o Senhor colocou em nossas mãos. 

3° A VITÓRIA ATRAVÉS DE CRISTO 1Co. 15. 55-57
Na conversa que Cristo teve com os seus discípulos na ultima ceia, ele os advertiu das dificuldades que viriam. Cristo disse que no mundo teríamos aflição, mas, deveríamos ter bom animo Jo.16.33. Mesmo que indubitavelmente sofrêssemos por causa da oposição do mundo, não teria porque estarmos tristes, com medo, desanimados. Jesus nos assegurou que a vitória será nossa no conflito final com o mundo. Nossa vitória vem diretamente da vitória de Cristo. E não de nossa capacidade de nossos esforços. Portanto se confiarmos em Cristo Jesus, não há nenhum risco de fracassarmos em nossa proposta de vencer o mundo. Nossa vitória é segura em Cristo porque ele já venceu. Jo. 16.33

Conclusão: Podemos estar dentro do território do inimigo não sermos vencido. Podemos viver vitoriosos no mundo perverso e hostil. Quando resistimos à posição do mundo e obtemos a vitória sobre ele, Jesus cristo nos dá também a capacidade para sermos vencedores triunfantes.
A nossa obrigação é lançarmos mão da vitória que Cristo já conquistou por nós, estamos em guerra, você gostaria que o seu inimigo o tratasse bem?

Pergunta!  Você quer fazer parte desta igreja, como objetivos de conceder vitórias as famílias oprimidas pelo inimigo, ganhando-as para o Senhor Jesus?
Então essa é a postura de o crente triunfante.

Que Deus continue nos abençoando.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Corpo e Seus Membros

O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé disser: “Porque não sou mão, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido disser: “Porque não sou olho, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo. (1 Coríntios 12.14-20)
O plano de Deus é que deveria existir uma dependência mútua entre os crentes; contudo a Bíblia ensina isso primariamente em relação ao ministério público, e não à fé do indivíduo. Diz-se frequentemente, de uma forma ou de outra, que um cristão que está desvinculado de uma comunidade está fadado ao fracasso, mas esse ensino é mais autobiográfico do que bíblico, e é manipulador ao invés de encorajador. Ele é difundido por pessoas fracas ou por líderes que preferem ameaçar pessoas em vez de aprimorar seus próprios ministérios. Ao enfatizarem fé e adoração coletivas, ainda que sua intenção seja supostamente de fortalecer a igreja e seus membros, na verdade seu erro tem sido um fator importante para se perpetuar nos crentes a falta de vigor e compromisso.
O problema é que a sua doutrina equivale a uma negação da plenitude e suficiência de Cristo. Jesus Cristo é suficiente para sustentar e nutrir cada crente em particular totalmente à parte de qualquer outro crente. Há somente um Pai e um mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo. A igreja não é nossa mãe e nosso sacerdote. Antes, cada cristão é um sacerdote divinamente ordenado para a sua posição com plenos direitos de aproximar-se do trono dos céus e receber e administrar tudo o que Deus tem a oferecer por meio de Jesus Cristo. O cristão pode receber tudo de Cristo por meio da fé e pelo contato direto com Deus, sem a assistência da igreja e muito menos a sua permissão. Qualquer doutrina diferente disso é um ataque à suficiência e mediação de Cristo e deve ser considerada heresia.
O foco aqui é o princípio, e não que uma fé isolada é sempre preferível ou que a pessoa deveria deliberadamente buscar esse tipo de fé. E quando a preocupação tem a ver com o princípio, devemos insistir que a doutrina popular que faz da comunidade uma questão de necessidade é uma doutrina que não vem da revelação de Deus, mas da incredulidade e de suposições pessimistas sobre o potencial de um indivíduo perante Cristo. Quando se assume que comunidade é algo necessário para o florescimento ou mesmo para a sobrevivência da fé do indivíduo, encorajar a fé coletiva se torna a mesma coisa que encorajar a fraqueza pessoal. Isso é também um desserviço à comunidade, porque em vez de se reunir por amor, um bando de covardes se reúne agora por necessidade de se deixar arrastar pelos outros.
Jeremias era extremamente solitário, e Paulo teve às vezes de encarar as maiores provações sozinho, mas Jesus Cristo estava com eles e era suficiente para eles. Você diz: “Mas eu não sou Jeremias ou Paulo”. Certo, e enquanto continuar pensando dessa forma você nunca será qualquer coisa parecida com eles. Você não é Jeremias ou Paulo, mas confia no mesmo Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre, e assim não existe nenhuma diferença. Logo, jamais devemos sacrificar a suficiência de Cristo para preservar a importância da comunhão na igreja. E se você não pode passar o dia sem depender de outro homem para sustentá-lo, ao menos não infecte os outros com a sua incredulidade e fraqueza. Assim também, pregadores que negam a suficiência de Cristo para o indivíduo a fim de preservar a importância da comunidade deveriam ser repelidos. A igreja é de fato plano de Deus, mas não para o propósito de sobrevivência espiritual do indivíduo. Jesus Cristo é suficiente ― mais que suficiente ― para cada pessoa à parte da comunidade. Isso é inegociável.
Quando se trata do contexto público, como em uma reunião de igreja ou tarefas cotidianas da comunidade, o plano de Deus é de fato a dependência mútua, e nenhuma pessoa pode representar todo o corpo ou realizar todas as suas funções. Antes, cada pessoa é posta em seu próprio lugar de acordo com a vontade de Deus. Como escreve Paulo, “De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade”. Não se espera que façamos todos as mesmas coisas ou foquemos igualmente as mesmas coisas. Eventualmente um evangelista poderia enfatizar tanto a primazia do evangelismo que leva todas as outras pessoas se sentirem culpadas por não fazerem tanto quanto ele. Mas ele não está alimentando nenhum órfão. Então aquele que não faz nada mais que alimentar órfãos aparece e faz o evangelista parecer um hipócrita de coração frio. Deus nos colocou em nossas próprias posições, e não devemos definir o corpo como um todo por nenhuma função pela qual estamos obcecados: “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo”.
É aqui que a distinção entre a fé do indivíduo e o ministério público se torna essencial. Como indivíduo, posso realizar em uma pequena escala quase qualquer função no corpo de Cristo, ainda que esse não seja o meu ministério principal. Isto é, posso não ter sido chamado a liderar um projeto nacional para alimentar os famintos, mas eu seria negligente se um pedinte morresse de fome na soleira de minha porta. No entanto, só porque devo alimentar o pedinte na soleira de minha porta, isso não significa que eu deveria liderar um esforço nacional de combate à fome. Em vez disso, talvez Deus tenha me chamado para combater essa confusão ridícula sobre fé pessoal e fé coletiva. Em outras palavras, cada pessoa deveria ser uma crente completa, mas nenhuma pessoa precisa ser uma igreja inteira.
Você pode não pensar em seu dedo mindinho a todo o momento, mas se alguma vez você já o torceu, subitamente percebeu que depende dele o tempo todo. Agora ele dói quando você se levanta, quando se vira, quando caminha. O que acontece se um papel fino corta o seu dedo? Ele dói quando você faz quase qualquer coisa ― dói quando você escreve, quando você dirige, quando você cozinha, quando você lança uma bola ― de modo que “quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele” (v. 26). Da mesma forma, a pessoa que lida com processos burocráticos na igreja, ou talvez faz a contabilidade, recebe pouca atenção; mas imagine o caos se ela for subitamente removida, ou se ela é incompetente ou desonesta.
Para enfatizar uma vez mais o ponto anterior, se você prega na igreja e alguém outro limpa o chão, isso não significa que essa pessoa também limpa o seu chão quando você vai para casa. E se você limpa o seu próprio chão em casa, isso não significa que você deve limpá-lo na igreja, a menos que esse seja o seu emprego. Novamente, Cristo é suficiente para todo crente, para que todo crente pudesse ser completo, mas cada crente não desempenha todas as funções na igreja, de forma que há uma dependência mútua na igreja. Uma teologia da igreja que em qualquer grau compromete a suficiência total de Cristo ou o potencial e a responsabilidade do indivíduo é uma doutrina falsa.
Ora, uma pessoa pode crescer em proficiência, e um dom pode crescer em poder através da oração, do estudo e do uso regular, mas a capacidade parecerá nativa para ela, e não artificial ou forçada. Uma pessoa que não pode desempenhar, digamos, deveres administrativos pode muito bem receber a capacidade após a conversão, mas isso se tornará natural para ela dali em diante. Um olho é um olho porque Deus o fez um olho. Assim também, para um olho ser um olho, basta apenas ele ser ele mesmo. Ele não tem de ser algo que ele não é nem deveria ser invejoso ou fingir ser outro membro no corpo. É assim que ele funcionará de acordo com o seu verdadeiro propósito e potencial.

Fonte: http://www.vincentcheung.com/

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (janeiro/2011).