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sexta-feira, 23 de março de 2012

O Corpo e Os Seus Membros


O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé disser: “Porque não sou mão, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido disser: “Porque não sou olho, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo. (1 Coríntios 12.14-20)

O plano de Deus é que deveria existir uma dependência mútua entre os crentes; contudo a Bíblia ensina isso primariamente em relação ao ministério público, e não à fé do indivíduo. Diz-se frequentemente, de uma forma ou de outra, que um cristão que está desvinculado de uma comunidade está fadado ao fracasso, mas esse ensino é mais autobiográfico do que bíblico, e é manipulador ao invés de encorajador. Ele é difundido por pessoas fracas ou por líderes que preferem ameaçar pessoas em vez de aprimorar seus próprios ministérios. Ao enfatizarem fé e adoração coletivas, ainda que sua intenção seja supostamente de fortalecer a igreja e seus membros, na verdade seu erro tem sido um fator importante para se perpetuar nos crentes a falta de vigor e compromisso.

O problema é que a sua doutrina equivale a uma negação da plenitude e suficiência de Cristo. Jesus Cristo é suficiente para sustentar e nutrir cada crente em particular totalmente à parte de qualquer outro crente. Há somente um Pai e um mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo. A igreja não é nossa mãe e nosso sacerdote. Antes, cada cristão é um sacerdote divinamente ordenado para a sua posição com plenos direitos de aproximar-se do trono dos céus e receber e administrar tudo o que Deus tem a oferecer por meio de Jesus Cristo. O cristão pode receber tudo de Cristo por meio da fé e pelo contato direto com Deus, sem a assistência da igreja e muito menos a sua permissão. Qualquer doutrina diferente disso é um ataque à suficiência e mediação de Cristo e deve ser considerada heresia.

O foco aqui é o princípio, e não que uma fé isolada é sempre preferível ou que a pessoa deveria deliberadamente buscar esse tipo de fé. E quando a preocupação tem a ver com o princípio, devemos insistir que a doutrina popular que faz da comunidade uma questão de necessidade é uma doutrina que não vem da revelação de Deus, mas da incredulidade e de suposições pessimistas sobre o potencial de um indivíduo perante Cristo. Quando se assume que comunidade é algo necessário para o florescimento ou mesmo para a sobrevivência da fé do indivíduo, encorajar a fé coletiva se torna a mesma coisa que encorajar a fraqueza pessoal. Isso é também um desserviço à comunidade, porque em vez de se reunir por amor, um bando de covardes se reúne agora por necessidade de se deixar arrastar pelos outros.

Jeremias era extremamente solitário, e Paulo teve às vezes de encarar as maiores provações sozinho, mas Jesus Cristo estava com eles e era suficiente para eles. Você diz: “Mas eu não sou Jeremias ou Paulo”. Certo, e enquanto continuar pensando dessa forma você nunca será qualquer coisa parecida com eles. Você não é Jeremias ou Paulo, mas confia no mesmo Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre, e assim não existe nenhuma diferença. Logo, jamais devemos sacrificar a suficiência de Cristo para preservar a importância da comunhão na igreja. E se você não pode passar o dia sem depender de outro homem para sustentá-lo, ao menos não infecte os outros com a sua incredulidade e fraqueza. Assim também, pregadores que negam a suficiência de Cristo para o indivíduo a fim de preservar a importância da comunidade deveriam ser repelidos. A igreja é de fato plano de Deus, mas não para o propósito de sobrevivência espiritual do indivíduo. Jesus Cristo é suficiente ― mais que suficiente ― para cada pessoa à parte da comunidade. Isso é inegociável.

Quando se trata do contexto público, como em uma reunião de igreja ou tarefas cotidianas da comunidade, o plano de Deus é de fato a dependência mútua, e nenhuma pessoa pode representar todo o corpo ou realizar todas as suas funções. Antes, cada pessoa é posta em seu próprio lugar de acordo com a vontade de Deus. Como escreve Paulo, “De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade”. Não se espera que façamos todos as mesmas coisas ou foquemos igualmente as mesmas coisas. Eventualmente um evangelista poderia enfatizar tanto a primazia do evangelismo que leva todas as outras pessoas se sentirem culpadas por não fazerem tanto quanto ele. Mas ele não está alimentando nenhum órfão. Então aquele que não faz nada mais que alimentar órfãos aparece e faz o evangelista parecer um hipócrita de coração frio. Deus nos colocou em nossas próprias posições, e não devemos definir o corpo como um todo por nenhuma função pela qual estamos obcecados: “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo”.

É aqui que a distinção entre a fé do indivíduo e o ministério público se torna essencial. Como indivíduo, posso realizar em uma pequena escala quase qualquer função no corpo de Cristo, ainda que esse não seja o meu ministério principal. Isto é, posso não ter sido chamado a liderar um projeto nacional para alimentar os famintos, mas eu seria negligente se um pedinte morresse de fome na soleira de minha porta. No entanto, só porque devo alimentar o pedinte na soleira de minha porta, isso não significa que eu deveria liderar um esforço nacional de combate à fome. Em vez disso, talvez Deus tenha me chamado para combater essa confusão ridícula sobre fé pessoal e fé coletiva. Em outras palavras, cada pessoa deveria ser uma crente completa, mas nenhuma pessoa precisa ser uma igreja inteira.

Você pode não pensar em seu dedo mindinho a todo o momento, mas se alguma vez você já o torceu, subitamente percebeu que depende dele o tempo todo. Agora ele dói quando você se levanta, quando se vira, quando caminha. O que acontece se um papel fino corta o seu dedo? Ele dói quando você faz quase qualquer coisa ― dói quando você escreve, quando você dirige, quando você cozinha, quando você lança uma bola ― de modo que “quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele” (v. 26). Da mesma forma, a pessoa que lida com processos burocráticos na igreja, ou talvez faz a contabilidade, recebe pouca atenção; mas imagine o caos se ela for subitamente removida, ou se ela é incompetente ou desonesta.

Para enfatizar uma vez mais o ponto anterior, se você prega na igreja e alguém outro limpa o chão, isso não significa que essa pessoa também limpa o seu chão quando você vai para casa. E se você limpa o seu próprio chão em casa, isso não significa que você deve limpá-lo na igreja, a menos que esse seja o seu emprego. Novamente, Cristo é suficiente para todo crente, para que todo crente pudesse ser completo, mas cada crente não desempenha todas as funções na igreja, de forma que há uma dependência mútua na igreja. Uma teologia da igreja que em qualquer grau compromete a suficiência total de Cristo ou o potencial e a responsabilidade do indivíduo é uma doutrina falsa.

Ora, uma pessoa pode crescer em proficiência, e um dom pode crescer em poder através da oração, do estudo e do uso regular, mas a capacidade parecerá nativa para ela, e não artificial ou forçada. Uma pessoa que não pode desempenhar, digamos, deveres administrativos pode muito bem receber a capacidade após a conversão, mas isso se tornará natural para ela dali em diante. Um olho é um olho porque Deus o fez um olho. Assim também, para um olho ser um olho, basta apenas ele ser ele mesmo. Ele não tem de ser algo que ele não é nem deveria ser invejoso ou fingir ser outro membro no corpo. É assim que ele funcionará de acordo com o seu verdadeiro propósito e potencial.

Fonte: www.monergismo.com
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (janeiro/2011).

Josias Sillva
Javé Nissi.





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

TESTEMUNHANDO CRISTO

Jo. 1 6-8

TEMA
João é o evangelho da fé em Jesus para a vida eterna (Cristo O Deus encarnado) (1:1 - 3, 14)
PALAVRAS CHAVE
Verdade, luz, amor, glória, vida, permanecer e crer. Acima de qualquer consideração, João é o evangelho da fé. O verbo crer é apalavra chave do evangelho.
PROPÓSITO
O Evangelho de João foi escrito para que os homens cressem que Jesus Cristo era o Deus - Encarnado (20:30 - 31)[ Produzir fé.]
30 Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; 31 estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

E para anunciarmos esse Evangelho nós precisamos observar verdades que esse texto quer nos ensinar.

Olhando para o ministério de Cristo, podemos declarar que se tratava de uma carta ambulante anunciando Boas Novas. E ele nos convoca a vivermos uma vida de testemunho, uma vida de um verdadeiro cristão, de uma epístola viva, para que todos os homens vejam. 2 Co. 3.1-3 O apostolo diz que o cristão é uma carta escrita por Cristo e entregue ao mundo. E nós também somos epistolas conhecidas e lidas por todos V2. Quão importante, então é que a mensagem transmitida por nosso viver seja coerente com o que professamos.

Olhando para o texto de João 1.6, podemos ver verdades que o texto quer nos ensinar.

1 - HOUVE UM HOMEM ENVIADO POR DEUS, CUJO NOME ERA: v6
Lucas 9.2 e enviou-os a pregar o reino de Deus, e fazer curas,
Cristo enviou a seus doze discípulos, aos que então já eram capazes de ensinar ao próximo o que tinham recebido do Senhor. Ao enviar Ele deu instruções reais e claras para cada um de seus discípulos. Deus nos enviou ao mundo para que fossemos testemunhas do Seu Evangelho. Não como os fariseus Mt.3.7,8. Que não davam testemunhos de verdadeiros filhos de Deus.

2 – ENVIADOS PARA TESTIFICAR v7
Testificar o que? V7 a respeito da Luz, afim de todos virem a crer por intermédio dele. V8 ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz. Mt. 3.5 quando damos testemunho verdadeiro chamamos a atenção dos homens.  Veja também At. 2.32-41. Como poderão crer no meu testemunho, se não reconheço Jesus como meu Rei? Pratico as mesmas coisas do passado. Mt. 3.8-10.

3 – O TESTEMUNHO TEM QUE SER DADO TODOS OS DIAS (Jo. 1.29, 35,36).
Para dar testemunho da luz, precisamos estar na luz, v9. 1 JO 1 5-7 5 E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas. 6 Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; 7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Que possamos estar na Palavra de Cristo alicerçado e vivendo para a gloria de Deus. 2 Co. 1.12 Embora como pecador o apóstolo somente pudesse regozijar-se e gloriar-se em Cristo Jesus, como crente devemos nos gloriar em quem confessamos Jesus Cristo.


Conclusão Lucas 3.1-20

Dar aplicação para as almas dos ouvintes é a vida da pregação; assim foi a de João. os fariseus davam ênfase principal às observâncias externas, e o significado espiritual de suas cerimônias legais. Outros eram hipócritas detestáveis que faziam, com suas pretensões de santidade, um manto para a iniquidade.

Os saduceus estavam no extremo oposto, negando a existência dos espíritos e o estado futuro. Eles eram os infiéis zombadores daquela época e daquele país.

Existe uma grande ira vindoura. O grande interesse de cada um é fugir da ira. Deus, que não se deleita em nossa ruína, já nos tem advertido; adverte pela palavra escrita, pelos ministros, pela consciência. Não são dignos do nome de penitentes, nem de seus privilégios, os que dizem lamentar seus pecados, porém continuam neles. Convém aos penitentes ser humildes e baixos a seus próprios olhos, agradecer a mínima misericórdia, ser pacientes nas grandes aflições, estar alerta contra toda aparência de mal, abundar em todo dever, e ser caridosos ao julgar o próximo.


Josias Sillva.
Javé Nissi.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

A BATALHA CONSTANTE DO CRENTE


Gálatas 5.16-25

A carta de Gálatas é escrita para um povo que estava abandonando o evangelho de Cristo e passando a outro evangelho;
Destinatário         Ele escreveu não a uma Igreja local, mas a uma região - “Galácia”, que compreendia algumas cidades e igrejas. As igrejas da região da Galácia eram as de Antioquia, Icônio, Derbe e Listras, Igrejas essas que Paulo fundou em sua primeira viagem missionária. (At.14: 20 - 21)
Circunstância        Paulo pregara o evangelho na sua pureza. Cristo é suficiente. Só que veio um pessoal “cristãos Judeus”, falsos irmãos (2: 4; 5:1 - 2) dizendo que para ser salvo era preciso de boas obras e obediência a lei - só Cristo não bastava - precisa de algo mais. Lema: “Se não vos circuncidar segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvo” (At.15:1). Estava assim declarado que a fé em Cristo era insuficiente para a salvação - circuncisão, obediência a lei deve ser acrescentada. Eles estavam afastando os crentes da obediência ao evangelho de Cristo e arrastando à observância da lei mosaica. Estes falsos cristãos estavam substituindo a verdade do evangelho pelo ensino judaico. Paulo vai contra! A autoridade apostólica de Paulo fora posta em dúvida, razão pela qual ele também procura restabelecer nesse livro sua autoridade. Há uma confusão muito grande a respeito da vida cristã! Aceite Jesus como seu Salvador e tudo ficará bem... Não vai haver mais problemas na vida muitos televangelistas com seus evangelhos de prosperidade pregam isso. Mas é mentira!
Quando nascemos de novo, tornamo-nos novas criaturas em cristo... Somos filhos de Deus... Agora pertencemos a Cristo... Mas é nessa hora que a batalha começa! Quando vivíamos no mundo éramos guiados pelas nossas paixões e pelo príncipe da potestade deste mundo, vivíamos nas garras do diabo, logo ele não podia se preocupar comigo e com você, mas quando nascemos de novo ai as coisas começam a ficar difícil. Na estou dizendo que o não-cristão não tem conflito moral, mas é muito mais forte no crente, porque o crente começa a perceber as duas naturezas que ele tem, e há um verdadeiro cabo de guerra entre as duas.
1_ O CRENTE TEM DUAS NATUREZAS
Quando o Espírito Santo trouxe convicção do pecado e nos levou a Cristo para perdão e reconciliação com Deus, algo maravilhoso aconteceu: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo agora é novo” IICo. 5. 17
Somos novas criaturas com nova natureza, mas ainda conservamos a velha natureza. De vez em quando ela vem à tona, não precisa fazer muito não, ela sempre aparece!
É por isso que Paulo descreve a vida cristã em termos de guerra – uma batalha – “revesti-vos de toda armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” Ef 6.11.
Há alguns cristãos que acham que não existe conflito porque crêem que sua natureza pecaminosa foi erradicada – está morta, mas Paulo não concordou com isso. Gl 5.17. À medida que aprendemos a viver no espírito, a velha natureza se torna mais e mais subjugada, embora não aniquilada. Ela continua ao lado da nova natureza. A batalha entre elas é forte e incessante.
II_ AS OBRAS DA CARNE
Paulo começa dizendo que as obras da carne são bem conhecidas por todos. Nossa natureza é secreta e invisível, mas suas obras são públicas e óbvias a todos.
Vamos analisar elas em quatro pontos:
1.      Área de Sexo V.19; “prostituição, Impureza, lascívia” (Sensualidade; libertinagem; entregar-se aos prazeres da carne.) Jesus no sermão do monte nos ensinou. Mt 5:27,28 27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela.
2.      Área de RELIGIÃO v20 – “Idolatria, feitiçaria” É importante notar que idolatria faz parte das obras da velha natureza, tanto quanto imoralidade sexual. Idolatria culto a outros deuses pode ser de madeira de bronze, nosso time de futebol, aquele cantor que quando ouço a voz dele meu Deus, o dinheiro colocá-lo como o resultado de todos os nossos problema, feitiçarias horóscopos, são obras da velha natureza -  é se envolver com poderes do mal.
3.      Área SOCIAL VS 20,21 - “inimizades, porfias (discução), ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas” Paulo nos dá oito exemplos de rompimento em nosso relacionamento.
Será que há alguém que odeio?
Estou sempre criando problemas por onde passo?
Tenho ciúme de alguém que conseguiu uma coisa que eu tanto sonhava ganhar?
Será que perco a calma com minha família meus irmã e amigos muito rápido?
Será que sou a fonte de dissensões no lar, no trabalho, na igreja?
4.      Área de ALIMENTAÇÃO v21- “Bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas”
Paulo acrescenta um aviso a esta lista solene de obras da carne v.21b “Eu vos declaro como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os quais tais coisas praticam” O verbo praticam se refere a uma prática constante e não um lapso momentâneo (onde há perdão quando confessamos nosso pecado 1Jo 1.7
III_ O FRUTO DO ESPÍRITO (A nova natureza v 22,23)
Por outro lado temos nove virtudes cristãs. Virtudes que descrevem a atitude do cristão diante de Deus, com outras pessoas e consigo mesmo.
Atitudes para com Deus (Amor, alegria, paz)
Nosso primeiro amor deve ser para com Deus Mt.22.37 Amarás ao Senhor teu Deus de
Atitudes para com outras pessoas (longanimidade, bondade, bondade) Paciência com as pessoas que nos irritam; pessoas que nos ofende.
Atitudes para com sigo mesmo (fidelidade, mansidão, domínio próprio) Aspectos de autocontrole, de saber falar e resolver as coisas ruins na hora certa.
Todas essas atitudes são “O fruto do Espírito”
IV_ A LUTA ENTRE AS DUAS NATUREZAS
Quando examinamos as duas naturezas do crente (a velha e a nova - a carne e o Espírito), é obvio que há um verdadeiro cabo-de-guerra entre as duas – cada uma puxando em direção oposta. Existe um tremendo conflito entre as duas. Este é o motivo que Paulo comenta v.17.
Paulo escreveu aos romanos a respeito dessa batalha espiritual (Rm 7.14,15,19, 23). É uma luta constante. Essa é a luta que enfrentamos diariamente. Se depender de nós cederíamos aos desejos da velha natureza, mas se andarmos no Espírito “ v16 Jamais satisfaremos à concupiscência da carne”
V_ E QUAL O SEGREDO DE UMA VIDA VITÓRIOSA
Como o cristão pode vencer essa batalha?
1.      Crucificar a velha natureza v.24
2.      Viver no Espírito v.18,25
3.      Sermos guiados pelo Espírito v.18
4.      Andarmos no Espírito v.25

Conclusão Para concluirmos Cl. 3.2
A vitória está ao alcance de cada cristão, mas precisamos dedicar tempo para oração e meditação na Palavra de Deus. Este é o caminho para que sejamos totalmente controlados pelo Espírito, andando nos seus passos. Assim o fruto do Espírito aparecerá: Alimentar-se do Espírito e matar de fome a carne!

Josias Sillva.
Javé Nissi.

domingo, 31 de julho de 2011

VIDA CRISTÃ

RESUMO

Este é um arquivo que visa tratar sobre um importante assunto que deve ser levado, ou pelo menos deveria, em consideração pela igreja cristã. A prática da igreja cristã é um tema onde nos leva a refletirmos sobre o que temos feito como servos de Cristo, como igreja, como imitadores do Mestre Jesus. Então, pensando nisso, resolvemos tratar deste assunto onde visa nos alertar sobre a nossa missão como igreja do Senhor.
Palavra Chave:
Prática cristã; Testemunhar; Ordem dada por Cristo; Missão da igreja; Ser cristão.

INTRODUÇÃO
            Sabemos que a nossa vida como verdadeiros cristãos transformados pelo grande amor com que nos amou, deve visar em tudo a Glória do Majestoso Deus. Porém, será que nós temos cumprindo o nosso papal como cristão? Será que as atitudes tomadas hoje referentes à prática cristã têm agradado a Deus? Qual a verdadeira missão da igreja de Cristo?
Analisando por este lado, iremos apresentar um assunto que trata sobre “A Prática Cristã”, onde abordaremos sobre qual a verdadeira missão da igreja, e se a temos cumprido conforme nos ordenou o Senhor Jesus Cristo. Analisaremos este assunto sob dois moldes: 1) Chamados para testemunhar. 2) A Prática das boas obras.

CONTEÚDO HISTÓRICO
Sabemos que a igreja ela é uma instituição que foi muito bem organizada no passado. Todos os protestantes lutaram contra o erro, lutaram também para ter o seu espaço. Não foi diferente com a sua organização. “No ano de 1928, o conselho Missionário Internacional, reunido em Jerusalém, esteve debatendo o motivo das missões e discutindo o mérito de se formar uma síntese entre o cristianismo e outras religiões para formar uma fé mundial” (A igreja; Série Teologia cristã, pag. 145). Então, nos anos 60, se desenvolveu a teologia da “Igreja serva”, onde se diz que a igreja não tem uma missão, ela é missão, ou seja, ela existe somente em missão. Mas, será que nos temos mesmo essa noção de missão? Porque então que a igreja não tem testemunhado sobre o Cristo Ressurreto, ou também, porque não temos nos preocupado com aqueles que estão sofrendo debaixo dos nossos narizes, e que muitas vezes fingimos que não estamos vendo? Analisemos dois pontos principais que a igreja deve se envolver como verdadeiras imitadoras de seu mestre, Cristo Jesus:

CHAMADOS PARA TESTEMUNHAR
Sabemos muito bem sobre o texto que fala sobre o que Jesus nos ordenou antes de subir aos céus, relatado no livro de Mateus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do        Filho e do Espírito Santo; ensinado-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (MT 28:19-20). Aqui Jesus ordena os seus discípulos a fazer discípulos. Está é uma frase que está no imperativo, onde expressa uma ordem que eles deveriam ir e fazer discípulos. Então, se percebe que a igreja tem como função “a evangelização e a edificação” (Igreja: Forma e essência. 1984 pag. 55). Somos responsáveis por dar continuidade a obra de cristo, na evangelização das boas obras, e também na edificação da igreja, dando apoio e suporte aos novos convertidos e aos fracos na fé, fazendo assim com que o corpo de Cristo cresça para a Glória de Deus Pai.  “A igreja não é apenas uma organização apenas, ela é um corpo. Cada grupo local de fiéis é constituído de membros que devem estar em ação e fazer parte do todo. A igreja deve ser um organismo dinâmico “[1]. Precisamos andar juntos, cientes do nosso dever, de nossa missão. Cada membro tem as sua função, assim como diz o texto:
“Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer a mão: não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: não preciso de vós.” (1 CO 19-21). Paulo aqui fala da unidade orgânica da igreja, então, nota-se que precisamos unir as nossas forças para testemunhar sobre o nosso Cristo, fazendo assim nossa missão, fazendo assim o papel da verdadeira igreja de Cristo.
            Há anos a igreja evangélica vem negligenciando a importância do corpo vivo e do cristianismo relacional. “Passamos a depender do pregador e do pastor para a obra do ministério” (A igreja: Forma e essência. 1984 pag. 147). Somos responsáveis pela ordem e organização da igreja, e principalmente pela edificação do corpo de cristo. Quando cada membro trabalha desenvolvendo sua função, a tendência e de termos uma igreja firme e edificada em amor.

A PRÁTICA DAS BOAS OBRAS
            Eis aqui mais um grande problema que enfrentamos nas igrejas de Cristo, a práticas das boas obras. Quem não já passou por um mendigo em umas dessas cidades de grande movimento, e ao passarmos próximo a ele, fingir que nada vemos ou ainda achar que aquela situação é uma é uma coisa normal. Será que se Cristo vivesse hoje em nossos dias, ele teria a mesma reação ou a mesma atitude que nós? Se pregarmos tanto o amor, porque então não olharmos para estes com um olhar de misericórdia, compaixão assim como Jesus olhava para aqueles que não o conheciam? O que temos feito?
            É através de nossa vida, atitude, que vamos mostrar quem realmente somos. Todas as nossas palavras só terão sentido se a colocarmos em prática. Todo verdadeiro cristão é aquele que crê, mas também é aquele que procura expressar com gestos e atos que realmente é um seguidor fiel do Grande Messias.
“Tendo como exemplo o senhor Jesus Cristo e como orientador o espírito santo, o cristão pode ser imitador de Deus como filho amado e andar em amor, como Cristo viveu” (Ser cristão é viver a vida cristã, Sê cristão hoje, IPU 1990, Pag. 5). Percebemos que ser cristão é verdadeiramente viver uma vida de práticas cristãs.
O apóstolo Pedro diz:
“... o qual andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”(atos 10:38), daí, vemos que o Próprio senhor Jesus, que era Deus, tomou uma posição de servo para servir. Onde havia alguém precisando de ajuda, Ele estava ali para consolar, cuidar, curar, abençoar etc. Jesus de fato nos ensinou a fazermos esse tipo de prática de boas obras, mas muitas vezes negligenciamos essa missão dada pelo senhor.
 “o testemunho deve ser transmitido e comunicado, não principalmente pelas palavras, mas pelas atitudes que tomamos diante do mundo e da vida” (É comunitário, Sê cristão hoje, IPU 1990 Pag. 7).
            Precisamos aprender a amar o nosso próximo, a amar e ter compaixão de pessoas que carecem desse amor. Precisamos assim o fazer para que todos nos reconheçam como verdadeira igreja de Cristo, como seus discípulos.[2] O Homem, criatura formada de corpo e alma, foi criado por Deus para servi-lo na terra e alcançar, com Ele, a felicidade no céu. Dotado de consciência e livre arbítrio, o homem é responsável por sua conduta, cujas normas são preestabelecidas pelos princípios eternos da lei moral.[3]
Ainda falando das boas obras, a confissão diz:


“A capacidade de realizar boas obras de modo algum emana dos crentes, mas inteiramente do espírito de Cristo. E para que possam ser capacitados para isso, além das graças que já receberam, é indispensável que haja uma real influência do espírito santo a operar neles tanto o querer quanto o realizar, segundo o seu beneplácito; contudo, não devem, por isso, tornar-se negligentes como se não tivessem a obrigação de realizar qualquer dever senão pelo impulso especial do espírito; ao contrário disso, devem ser diligentes em dinamizar a graça de Deus que está neles”.
(Seção III, DAS BOAS OBRAS. Confissão de fé de Westminster (comentário), os puritanos 2007, 208 pag. 302-303)

            É evidente que a operação quanto ao querer é de fato vinda do Espírito Santo
(FL 2:13), porém,  isso não deve ser um pretexto para que não cumpramos a obra deixada por Cristo Jesus. Devemos cumprir a nossa missão como verdadeiros filhos obedientes do Pai, onde ele nos ensina a fazermos tal prática.

CONCLUSÃO

            De fato percebemos que a missão da igreja é muito importante, e que precisamos urgentemente nos envolver como igreja nesta questão de prática cristã, visando a Glória exclusiva de Deus. Nós não fomos chamados para sermos cristãos de bancos de igreja, mas para sermos praticantes. Precisamos testemunhar sobre a verdade que liberta, e também, precisamos voltar os nossos olhares para a prática das boas obras, para que o nosso Deus e Pai seja Glorificado e verdadeiramente venhamos ser reconhecidos como aquele que realmente segue a Cristo.

Seminarista: Willams Guilherme

REFERÊNCIA

Getz, Genne A. Igreja: Formas e Essência. Vida nova, São Paulo, 1994.
Araujo, João dias de. Sê Cristão Hoje. Igreja Presbiteriana do Brasil, São Paulo 1990.
Clowney, Edmund. A igreja. Série Teologia Cristã, Cultura Cristã, São Paulo 2007.
Redden, John D; Ryan, Francis A. Filosofia da Educação. Agir editora. Rio de Janeiro 1956.
Hodge, A.A. Confissão de Fé de Westminster:Comentário. Os puritanos, 2007,2008



[1] Definição sobre O CORPO EM AÇÃO, livro: A Igreja: Forma e essência, Genne A. Getz pag. 174
[2] Texto baseado na passagem de JO 13:34-35.
[3] Princípios católicos de vida, Filosofia da educação cristã, Agir editora 1956 pag. 14.